Apresentação

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canavialA história da cana-de-açúcar confunde-se com a do próprio Brasil. Fundamental para a colonização do nosso território pelos portugueses, ela ainda hoje desempenha um importante papel em nossa economia.

Apesar de tanta riqueza, é impossível divorciar a produção nacional de cana-de-açúcar da intensa exploração de trabalhadores. No tempo em que éramos colônia, escravos negros moviam as propriedades de senhores de engenho. Na década de 1970, foi a vez dos chamados “boias-frias” enfrentarem condições precárias com o Próalcool – programa do governo militar criado para incentivar a produção de etanol e reduzir nossa dependência do petróleo importado.

canavialbrancoHoje, o setor sucroalcooleiro atravessa uma nova fase. No interior do estado de São Paulo, responsável por 56% de toda a produção brasileira, a mecanização vêm substituindo o trabalho humano. De cada dez toneladas colhidas, oito são extraídas por máquinas. A diminuição do número de cortadores também foi acompanhada por uma melhora das condições de trabalho daqueles que ainda se dedicam à colheita manual.

Mas isso não quer dizer que a exploração dos canaviais – incluindo casos de trabalho escravo – seja página virada na nossa história. Ainda existem milhares de cortadores manuais submetidos a sérias violações trabalhistas e há registros de operadores de máquinas que trabalharam em turnos de até 27 horas seguidas, sinal de que muito precisa ser feito para                                               limpar o gosto azedo do trabalho nas lavouras da cana.